É bico!
Infelizmente, no interior de São Paulo, o próprio jornalista se coloca em uma situação inferior a de profissionais de outras áreas. Digo interior de São Paulo porque é onde trabalho, o que não quer dizer que em outras localidades seja diferente. Não sei se é por falta de grana ou por falta de conhecimento, mas ao contrário de valorizar umas das áreas mais bem pagas do jornalismo - a assessoria de imprensa, é claro - uma maioria de repórteres acha que prestar um serviço de comunicação empresarial é bico!!!! Em dois de seus sentidos: bico "de moleza, fácil" e bico " de free-lancer, frila". O resultado deste pensamento é uma desvalorização geral deste trabalho por parte do empresariado, que, além de não conhecer a importância e os resultados reais de um trabalho bem feito, não investe em uma empresa séria e prefere receber um serviço "meia boca" e pagar uma mixaria. Assim, a minha profissão, muito mais séria do que muita gente acredita ser, perde valor e ganha uma concorrência cada vez mais desleal, feita por pessoas sem ambição e respeito pelo jornalismo. Sem falar na tal ética, que me parece, ser assunto esquecido entre alguns repórteres que querem ser levados a sério, mas trabalham em veículos de comunicação e dizem que prestam algum “tipo” de assessoria a empresas. Queridos "bicos", qual a credibilidade que vocês têm perante a sociedade ao publicarem uma matéria de economia sobre seus clientes? O leitor pode confiar? E quando houver uma crise? Será que mesmo sendo seu cliente vocês irão fazer a matéria e cumprir com seu papel de informantes da comunidade? Difícil, não é? Nossa categoria deveria se unir, trabalhar para fortalecer nossas ações, ganhar dinheiro e não se vender por alguns trocados. Assim, só assim, deixaríamos de perder espaço para outros profissionais, como os publicitários, por exemplo. Ah, os publicitários...isso já é assunto para outro post.

1 Comentários:
Infelizmente a ética vem sendo deixada de lado em muitas profissões, e no jornalismo não é diferente. Apenas quando a ética pairar absoluta sobre todos é que vamos sentir alguma diferença na sociedade brasileira. E talvez a partir daí a imprensa pare de perder sua credibilidade, fundamental para o bom andamento de qualquer veículo e profissional da comunicação.
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