A Irresponsabilidade da imprensa
Ontem levei minha filha de 9 meses para vacinar contra a gripe H1N1. Estava preocupada, achei que o posto de saúde estaria lotado, e que acabaria me atrasando para o trabalho. Mas para minha surpresa, havia apenas uma pessoa para ser vacinada antes dela. Mais tarde, li no jornal que a procura pela vacina está 70% abaixo das expectativas do Ministério da Saúde. Não acreditei! Milhões foram investidos no desenvolvimento de tal vacina e as pessoas ainda estão receosas. Tenho amigos, com segundo grau completo, colegas de profissão até, que ainda não sabem se vão tomar a vacina porque leram nos jornais ou assistiram nos telejornais que esta teria efeitos colaterais terríveis. Realmente, acho que a imprensa está se perdendo em seu papel social. Sim, é preciso informar os dois lados de cada situação, todo estudante de jornalismo sabe disso. Mas, daí a transformar uma pequena indisposição - efeito colateral comum de qualquer vacina - em um alerta de saúde geral, é um pouco de exagero. Eu sei que tudo o que é novo assusta, mas é preciso lembrar que a gripe H1N1 pode causar complicações gravíssimas, principalmente em crianças menores de 2 anos, grávidas e portadores de doenças crônicas. Não tomar a vacina e, principalmente, influenciar as pessoas a não tomá-la é um ato irresponsável, que deveria ser punido.
Não preciso nem dizer que minha filha está ótima. Não sentiu nada, brincou a tarde toda e não deu, sequer, um espirro.
Não preciso nem dizer que minha filha está ótima. Não sentiu nada, brincou a tarde toda e não deu, sequer, um espirro.

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial